“Véspera de Ano Novo” por Professor Gabriel O. Emerson

Olá pessoal!

Aqui estou eu novamente neste assunto: Professor Gabriel Owen Emerson. hahaha.

Não, infelizmente hoje não vim postar um capítulo fresquinho, porque Sylvain Reynard não liberou o 3o capítulo. Para a nossa tristeza. But... foi liberado um 'trechinho' de como o queridíssimo Professor ia à 'caça', por assim dizer, antes de conhecer sua amada Julianne.

A tradução do 1o capítulo vocês podem encontrar aqui, e a do 2o capítulo aqui.

Bom, enquanto aguardamos o lançamento do 3o livro, que na 'gringa' será dia 03 de dezembro deste ano... Ficamos apenas com um gostinho de quero mais...

Não se esqueçam que o texto abaixo é um outtake, um trechinho à parte, que pode ou não estar no livro. Mas honestamente, eu acho que não estará. Ah, vocês verão que o texto está em 1a pessoa.

“Véspera de Ano Novo” por Professor Gabriel O. Emerson


No passado, a véspera de Ano Novo era sempre agridoce. Eu passava o Natal com minha família adotiva antes de retornar para o meu vazio apartamento em Toronto.
Quando chegava a época de Ano Novo, eu estava ansioso por contato humano. Então eu faria o que eu sempre fazia quando ansiava por uma conexão. Eu ia ao Lobby, meu clube favorito.
Na véspera de Ano Novo era difícil de conseguir entrar. Mas nesta noite em particular, como em quase todas as noites desde que eu tinha me tornado um frequentador VIP, eu fui bem recebido pelo segurança, quem me direcionou para contornar a longa fila e entrar no prédio.
Me aproximei do bar e pedi meu drink preferido – uma dose dupla de Laphroaing, puro, som um dedo de água nascente.
Em vinte minutos, eu estava sentado em uma banqueta próxima à parede, bebericando meu uísque e olhando o local.
Meus critérios para companhia feminina eram simples. Eu preferia altas, loiras mas ocasionalmente também poderia me aproximar de ruivas ou morenas. Eu gostava de mulheres que eram atraentes, confiantes, e inteligentes. Eu evitava aquelas que tinham problemas com autoestima ou agressivas. Também evitava as que chegavam ao Lobby em grupo, já que eu achava cansativo ter que separá-las de suas amigas.
No meio do meu Laphroaig, eu a vi.
Ela tinha longos cabelos loiros e estava vestida em um vestido frente-única. Suas pernas envoltas em meias finas e estava calçando extravagantes saltos pretos com sola vermelha.
Eu me ajustei com a visão de suas pernas.
Ela se sentou no bar com outra mulher, que era notável mas não tão atraente quanto sua companheira. Elas estavam envolvidas em uma relaxada conversação, seus olhos ocasionalmente passando pelos homens ao redor.
Conforme o tempo avançava, eu vi alguns homens lhes mandarem dinks, ou tentando ganhar as atenções das mulheres. Ambos drinks e homens foram rejeitados.
Me encontrei sorrindo. Poucas eram as mulheres no Lobby que representavam um desafio para mim. Esse seria um prazer raro.
Bebi o resto do meu drink e me aproximei do bar lentamente, meus olhos presos nos dela. Seus belos lábios vermelhos se abriram enquanto me aproximava e parecia que ela estava contendo o fôlego.
No último minuto, no entanto, eu fiz contato visual com o bartender e pedi outro drink.
E então esperei.
Mantive minha postura reta, não me incomodando em me encostar contra o bar. Quando eu caço uma mulher, gosto de ser o agressor e eu não tinha vontade de aparecer nada além de focado.
Mas primeiro eu tinha que ter sua atenção.
Esperei apenas o suficiente para ela imaginar se eu iria me aproximar dela. Então me virei em sua direção.
Fizemos contato visual e eu sorri para ela brevemente, antes de me virar enquanto o bartender servia meu drink. Tomei um gole, e então pousei o copo no bar.
“Olá.” Sua voz rouca cortou a música do clube como uma espada de corte de seda.
“Olá.”
Olhei para seu rosto de forma avaliadora. Ela era ainda mais bonita de perto – maçãs do rosto altas, grandes e expressivos olhos, e uma boca feita para o primeiro dos sete pecados capitais.
Minha calça cresceu ainda mais do que o confortável com o pensamento.
“Posso lhe comprar uma bebida?” Ela perguntou.
Eu levantei sua mão, beijando-a.
“Não.”
Seus olhos verdes se arregalaram. Ela tentou retirar sua mão, mas eu a segurei, acariciando a palma com o polegar.
“Eu lhe comprarei uma bebida e uma para sua amiga. E então, pedirei que você dance comigo.”
Ela levantou suas sobrancelhas.
“O que faz você ter certeza que eu aceitarei?”
Eu me inclinei para deixar meus lábios próximos ao seu ouvido, diminuindo minha voz à um sussurro.
“Você é a única mulher que eu conversei nesta noite porque você é a única em que estou interessado. E você merece ser a primeira escolha.”
Eu a senti tremer pela minha proximidade e reprimi um sorriso.
“Eu sou a sua primeira escolha?” Ela sussurrou de volta.
Eu tracei o lado de seu pescoço com um único dedo.
“Sim.”
Quando escutei sua respiração ser contida, eu soube que ela era minha.
Ao menos pela véspera do Ano Novo.

-Professor Gabriel O. Emerson,
Professor Associado de Estudos Italianos
Universidade de Toronto

O texto original você podem encontrar no site oficial.

Espero que tenham gostado!

Beijos,
Mari.

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